Há algumas semanas eu venho postando materiais interessantes que eu encontrei no Netlix brasileiro, entretanto, hoje a mensagem será diferente, caros amigos. Este artigo não vai trazer nenhum seriado desconhecido ou filme clássico. Hoje farei aquilo que todo mundo gosta de fazer: falar mal.
O Netflix chegou recentemente ao Brasil. Na teoria, isso serviria de desculpa para justificar a vergonhosa configuração do serviço em terras tupiniquins, mas lá se vão três meses e a bagaça continua parecendo uma vídeo locadora, cujo proprietário sofre de um caso terminal de desorganização crônica.
Primeiro, o fato do serviço custar apenas 15 reais não é motivo para uma interface tão porca e horrorosa. Quando se entra na tela inicial do Netflix, a impressão que se tem, é estar acessando um blog de downloads totalmente aleatório, cujas postagens são controladas pelos usuários. Nem sequer existe uma sessão de lançamentos. O quê? Mas como assim? isso mesmo: NÃO EXISTE UMA SESSÃO COM TUDO AQUILO QUE É NOVIDADE! Assinantes chegaram ao ponto de criar um blog apenas para anunciar tudo aquilo que chega ao Netflix, simplesmente porque o próprio não teve a mínima preocupação de criar uma lista específica. Uma coisa corriqueira que me acontece é colocar um filme no sistema de busca e acidentalmente encontrar um monte de outros programas que eu nem sabia que existiam.
Aqueles com um mínimo de apreço por cinema sabem que filmes são classificados por gênero. E quando me refiro a essa palavra estou falando de designações simples, como: terror, policial, suspense, etc… AHHHH MAS NÃO O NETFLIX! Eles possuem uma tabela própria de gêneros que mudam de significado conforme a sanidade de seus idealizadores. Lá, você será iluminado por uma safra de filmes de gêneros inéditos que abrirá todo um leque novo em sua mente. Filmes sobre coragem (nesse caso A vida de David Gale cabe perfeitamente ao lado dos filmes de Jason Statham, concorda?), filmes sobre assassinos psicóticos (terror, suspense?) populares do facebook (não vou nem comentar) ou algo tão abstrato como “filmes sobre gays e lésbicas”. Não sei se vocês irão concordar comigo, mas o fato de um filme trazer a história de amor entre dois homens, ou duas mulheres é um filme romântico, independente de sexualidade. Caso eles não tenham percebido, O Segredo de Brokeback mountain é um drama, e se você for a uma locadora e procurá-lo numa prateleira escrito gays e lésbicas, vai acabar encontrando um filme de cowboys BEM diferente daquilo que se esperava.
Os gêneros são tão abrangentes que a coisa vira uma galhofa total. Em filmes sobre violência, por exemplo, você vai encontrar O Poderoso Chefão ao lado de Kill Bill, como se essas duas obras tivessem REALMENTE alguma coisa em comum!
Como se não bastasse toda essa catalogação randômica, grande parte dos filmes estão com seus nomes originais em inglês. Ora, tudo bem eu ter que consultar o Google para tentar encontrar aquele clássico da sessão da tarde, não é mesmo?
Para finalizar, O Netflix brasileiro foi feito sob medida para nós brasileiros: uma bagunça sem nenhum investimento, onde o respeito pelo assinante foi literalmente enfiado no meio da racha de nossas bundas cinéfilas.












































