Depois do storytelling, o conceito da moda na omelete midiática em que propaganda, cinema e literatura estão se transformando é a gamification. Segundo ele, soma-se algum tipo de competição, coleção ou desafio a ser superado para aumentar o engajamento do público ou o apelo diante da audiência. Getglues, Scovilles e Foursquares à parte, são poucos os projetos que conseguem pegar o espírito da coisa como o ZOMBIES, RUN! pegou. O joguinho acertou #naveia, de voleio, lá onde a coruja dorme.
Você é um sobrevivente de um apocalipse zumbi. Sua tarefa é correr entre os mortos-vivos coletando medicamentos, mantimentos e outras ferramentas para ajudar a sustentar sua colônia. Como se joga?
Você corre. De verdade.
Uma evolução do Kinect?
A idéia é tipo uma neta do Nintendo Wii. É faz de conta da melhor qualidade.
O grosso do jogo é em áudio. Mesmo pra quem não entende muito bem o inglês do vídeo teaser, fica óbvio o clima precário de “Alô, base?”, com sonoplastia caprichada e tudo. Aí você amarra o cadarço, vai pra rua e segue as coordenadas do jogo, correndo por onde quiser — um parque perto de casa, a quadra do seu prédio, a esteira da academia, a sala da casa da sua avó — escapa de zumbis e coleta itens que, mais tarde, você escolherá como distribuir para sustentar a comunidade.
Zumbis são um enredo difícil de errar, com público fiel. Além dele, a idéia soma os dois conceitos — storytelling e gamification — numa plataforma promissora, o mobile, e uma tecnologia em voga, a geolocalização. Tem como ser mais moderno e criativo?
Tem.
Pra financiar o projeto, os criadores usaram outra maravilha da modernidade conceitual, o crowdfunding. Lançaram o projeto numa plataforma de financiamento colaborativo e juntaram tanta grana que vão fazer até versão para outras plataformas.
Restam três perguntas
1. O que acontece quando isso atrair o interesse de grandes marcas/estúdios/editoras? Como uma marca como a Coca-Cola, por exemplo, exploraria esse tipo de interatividade? O experience marketing certamente indica um norte disso, mas aqui estamos um passo além.
2. E se pensássemos em enredos mais complexos envolvendo outras tecnologias, mídias e hobbies diferentes? Esse é um enredo simples, uma idéia pra um game. Que tal uma novela em websérie, cujo roteiro depende da interatividade do público via um ARG, interagindo com pontos chave na trama. #geeeeeeennnnteeeeen O que acontece quando a audiência começa ter que visitar uma réplica do local do crime do episódio e ajudar os CSI’s a coletar e desvendar as pistas pra dar continuidade na temporada? Eu quero estar onde isso vai parar.
3. Será que vai ter modo “nightmare”? Ou “practice”? Segundo os desenvolvedores, são 30 capítulos de meia hora cada um. Correr meia hora não é bolinho, que dirá para o estereótipo gamer-sedentário.
Bom, só digo uma coisa: vou treinar desde já. E trinta capítulos vai ser pouco. #tigdintigdintigdin












































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