Enquanto todos aguardam ansiosamente pelo promissor Skyward Sword, que está obtendo notas fantásticas pela crítica, relembremos um pouco dos primórdios de The Legend of Zelda. E já que o primeiro título é assunto batidíssimo, vamos tratar hoje de sua continuação: Zelda II: The Adventure of Link.
Após o grande sucesso de The Legend of Zelda, o segundo game da série foi lançado para o Famicon dia 14 de janeiro de 1987 e após quase um ano teve seu lançamento para o console americano NES no dia primeiro de dezembro de 1988. O game teve grandes mudanças comparando com seu antecessor e muitas destas não agradaram aos fãs da série sendo que até hoje este é um dos Zelda menos populares ou adorados pelos gamers. Mas não julgue o game sem antes jogá-lo. A crítica e os gamers nos ajudam, mas estão longe de saber de tudo. Uma coisa posso garantir: Zelda II não é fácil, assim como muitos outros jogos da era 8 bits. Arrisco dizer que é o game mais difícil da série, sem grandes recursos, sem save points, checkpoints ou qualquer artifício do gênero. Mas não se preocupem, nem tudo está perdido… Link conta com a ajuda de três vidas (aliás, a única versão até hoje com vidas), e pode encontrar mais algumas durante sua aventura. Então sem choradeira minha gente, Zelda II é difícil mas não é Battletoads.
História
A história passa-se após o game The Legend of Zelda. Ganon foi derrotado mas ainda tem muitos subordinados que aguardam seu retorno.
Muito próximo de seu décimo sexto aniversário Link recebe uma marca misteriosa em sua mão: a famosa Triforce (mesmo símbolo do escudo do reino). Preocupado com o acontecimento Link vai falar com Impa, babá da princesa Zelda, e logo após é levado ao North Castle onde há uma porta chamada “a porta que não abre”, e somente os descendentes da família de Impa que serviram o rei sabiam como abri-la. Então Impa pega a mão de Link com a marca gravada e pressiona sobre a porta abrindo-a.
Lá a princesa Zelda dorme eternamente e Link encontra um pergaminho que só quem receber a marca poderá ler.
Link então toma conhecimento de toda lenda de Zelda, e agora tem uma missão: Vencer os seis guardiões de cada um dos palácios de Hyrule, retornando os seis cristais em cada uma das estátuas destes palácios. Após isso, será quebrada a passagem para o Grande Palácio no Vale da Morte onde Link deverá lutar com o guardião do passado e resgatar a única das três partes da Triforce restante.
Realizando isso, o feitiço que controla Zelda será quebrado e a paz retornará à Hyrule. Link parte sozinho para sua missão em Hyrule com sua espada e escudo mágicos. Enquanto isso os subordinados de Ganon reúnem forças com aliados do Underworld para a ressurreição de Ganon…
Mudanças na série
Modo Side-scrolling
Podemos destacar primeiramente que o jogo adotou os moldes 2D (conhecido como plataforma, side-scrolling ou até mesmo vista lateral) para as cidades, batalhas e dungeons; deixando de lado o esquema top-down perspective (vista superior), este último permanecendo apenas para o percurso do herói no mapa ao longo do jogo. Zelda II assemelha-se um pouco com o game Faxanadu (também do NES), tanto pelos belos gráficos em 2D, como por sua jogabilidade.
Outra mudança foi a utilização de níveis para magia e ataque, além da life bar um pouco diferente (não eram mais utilizados os tradicionais corações para medir a vida do nosso herói). Pode-se evoluir estes níveis acumulando pontos de experiência obtidos nas batalhas durante a aventura, outra mudança que o aproximou mais ainda do gênero RPG.
Diferentemente da primeira versão cheia de cavernas, Link agora percorre o mapa de Hyrule e pode visitar vilarejos. Consequentemente existem muito mais personagens no jogo, e você precisará obrigatoriamente conversar com eles para prosseguir na aventura. As lojas também não existem mais. Os únicos itens que Link possui são encontrados em cada uma das dungeons e outros territórios. Isso fez com que os famosos Rupees (nome da moeda do game) ficassem de lado nesta versão também, já que não existem itens à venda.
Habilidades de ataque e Magic Spells
Nesta versão Link conta com diversas magias. Cada uma delas é aprendida com um sábio em cada um dos vilarejos. Para isso Link precisará cumprir algum objetivo específico para cada um deles. As magias o ajudarão em quase tudo. Você poderá aumentar sua defesa, restaurar sua life bar, pular mais alto, atirar bolas de fogo e até mesmo voar. Link também aprenderá duas técnicas de ataque diferentes: Jump Thrust e Downward Thrust, podendo realizar ataques para cima, em tetos e inimigos, ou para baixo da mesma forma.
Dungeons
No total são 7 palácios que Link percorrerá por Hyrule em sua missão. Em cada um deles existe algum item especial que o ajudará no decorrer do jogo. Nesta versão não existem passagens secretas, atalhos ou paredes que podem ser explodidas. Há apenas uma passagem secreta no Grande Palácio para o herói poder chegar até seu final e enfrentar o Thunderbird e o Dark Link, a qual não revelarei aqui, mas não se preocupem, ela pode ser descoberta facilmente.
Os chefes de cada palácio não são complicados e oferecem um desafio razoável. O complicado mesmo é chegar até eles, já que os palácios são extensos e tem muitos inimigos chatos (não são difíceis, mas são realmente muito chatos). Você precisará ter muita paciência e dedicação no game, caso contrário irá abandonar rapidamente a missão após falhar em algum dungeon e ver-se obrigado a fazer tudo novamente. Esse conselho vai principalmente pra quem está habituado com jogos mais novos… extremamente fáceis quando comparados com os games do nintendinho que não possuíam tantos recursos, truques, códigos, vidas ou continues infinitos, e os save e checkpoints que já mencionei.
Thunderbird e Dark Link: Seus piores problemas em toda aventura, especialmente a versão sombria de nosso herói.
Remake
Zelda II 3D: Em 2010 foi criada uma versão 3D do game por fãs que está disponível na internet: Zelda II 3D.
O remake foi feito no estilo FPS (First person shooter) e possui belos gráficos, além de manter a trilha sonora original. Se você é fã vale a pena conferir essa versão do game.
Para quem não possui o nintendinho, poderá jogar Zelda II pelo Wii no Virtual Console ou até mesmo em algum dos vários emuladores para PC.
O game é difícil mas é ótimo, além de ser um clássico. Possui uma ótima trilha sonora e apesar de você ter de ouvir quase sempre as mesmas músicas elas não se tornam enjoativas. Seus gráficos possuem mais cores e detalhes se comparados com seu antecessor. Não são uma revolução da era 8 bits, mas não ficam atrás de outros títulos de peso.

É um ótimo título que indico tanto para quem não teve a possibilidade de jogar, como para os mais nostálgicos que gostam sempre de reviver os clássicos. Confiram!
Abraços e até o próximo game!






















































