Há alguns meses eu tive o grande prazer de jogar um RPG de alto nível para uma plataforma bastante inusitada para o gênero: o Wii!
Numa época em que o gênero J-RPG está em um declínio que parece sem fim, tive o prazer de encontrar um título tão incrível como este que tenta reviver o estilo clássico.
Exclusividade do console da Nintendo, The Last Story é uma produção promissora tendo seu roteiro e direção assinados por Hironobu Sakaguchi (Final Fantasy) e tendo como compositor da lindíssima trilha sonora Nobuo Uematsu (também tão conhecido compositor de trilhas de Final Fantasy, Chrono Trigger, entre outros).
Capa de The Last Story tanto no Japão quanto nos EUA.
O jogo chegou ontem às prateleiras americanas depois de MUITOS pedidos, já que o título permaneceria apenas para o público japonês e europeu.
Parte do pacote chamado Operation Rainfall (Sōsa no Kōu), campanha de fãs para solicitar a Nintendo of America a vinda de três titulos, que além de Last Story, envolve mais dois RPGS: Pandora Tower e Xenoblade Chronicle’s. The Last Story é o segundo game da Operation Rainfall que pisa em solo americano, sucedendo “Xenoblade“, primeiro título lançado em abril de 2012.
The Last Story, apesar de agradar o clássico saudosista do gênero, é um RPG extremamente inovador pelo seu sistema de combate e estratégia, podendo agradar até mesmo aqueles que não são muitos fãs do estilo.
Apesar de seu roteiro ser repleto de romance e clichês como a princesa que se rebela, considero um jogo indispensável a fãs do gênero.
Explorando diversos recursos de jogabilidade do Wii e conseguindo prender nas aproximadamente 25 horas de jogo, é impossível não se cativar pelos personagens tão ativos e participativos na sua party. A interação é full-time, sem intervalo para as batalhas, onde os personagens estão ativamente se comunicando e dando dicas ao seu personagem Erza (Zael na versão americana) para mudar as estratégias e suceder em batalha.
O mercenário Erza (Zael) e a princesa Kanan (Calista) são os personagens principais de The Last Story
Sendo um mercenário, Erza (Zael) sonha em se tornar um cavaleiro do reino que se encontra em uma busca pela salvação travando guerras contra o reino inimigo. Porém, no meio de sua busca pelo seu sonho, ele encontra Kanan (Calista, na versão americana) que está fugindo do castelo e o adverte de todas as tramas e intrigas que se passam no castelo.
Possuindo a marca do ‘Outsider‘, o Conde que governa o reino de Lazulis se aproveita de Erza para obter seus objetivos e dominar o reino inimigo em troca de torná-lo cavaleiro e lhe conceder a mão de Kanan. Começa uma jornada de Erza por definir o que é o correto e se vale a pena o sacrifício de tantas vidas em nome de seus sonhos enquanto muitas reviravoltas e desavenças ocorrem tentando boicotar a entrada dos mercenários à nobreza.
Recomendo muito. Simplesmente vibrei com o jogo do início ao fim.
Se você jogou Final Fantasy, Chrono Trigger, sente falta desse estilo de JRPG: jogue e divirta-se.












