Devo dizer que eu li esse livro meio desacreditado e sem saber o que esperar. Até por que esse é o primeiro livro do autor mais sádico de todos os tempos, no sentido de fazer a gente se apegar aos personagens e logo matá-los. Deixando de lado o autor, que é legal mesmo sendo chato, A Morte da Luz é um livro de Sci-Fi puro. O livro começa falando de um planeta errante que foi batizado de Worlorn. Esse planeta não possui uma órbita definida e por isso vaga no espaço, simples assim.
Worlorn foi ignorado por muito tempo pela humanidade, até que descobriram que o planeta passaria pelos Sóis Troianos, uma galáxia que consiste em uma supernova e mais sete sóis orbitando ao seu redor. Esse sistema, apesar do imenso potencial solar, não possuía planetas, aí entra a especulação de raças ancestrais que manipulavam estrelas e não é algo aprofundado no livro. Com isso, há uma guerra pelo planeta e depois um festival comemorando 14 planetas, da orla exterior (tipo, depois do fim da galáxia vem eles) que “povoaram” Worlorn.
Ao todo, Worlorn tem 14 cidades e um ecossistema híbrido entre todos os planetas, uma verdadeira miscelânia, e agora o planeta se afasta cada dia mais do sol. O planeta está morrendo, ou congelando, você escolhe, e o festival já acabou há muito tempo, mas ainda assim algumas poucas pessoas vivem no planeta.
A humanidade se espalhou no espaço, ou melhor, cresceu desenfreadamente criando várias culturas diferentes, várias formas de pensar e agir que em alguns mundos são normais e em outros, não. O personagem principal é Dirk T`Larien que vem de Avalon, um lugar parecido com a terra.
Ele está no estado em que tudo está simplesmente destruído e sua ex o largou a alguns anos e depois disso nunca mais conseguiu se recuperar. Ele vivia na fossa até que um misterioso convite chegou para ele vindo de sua ex, Gwen Delvano, que está chamando-o para ir até Worlorn. Isso tudo para chegar lá e descobrir que ela está casada com um alto Kavalarino chamado Jaan, mas, na verdade, não existe esposas em Kavalan e sim Betheyn (que é tipo esposa escrava) e se isso não fosse o bastante, ela é compartilhada com o they (laço feito entre dois homens) de Jaan, Garce.
Esse é o objetivo do livro, mostrar um choque cultural tremendo para o leitor e também para Dirk. Jaan é um estudioso enquanto Garce é o guerreiro, mas não quer dizer que Jaan não seja igualmente habilidoso no combate. A situação em Worlorn é tensa, pois um grupo oposto ao de Jaan está lá, mas ao mesmo tempo o motivo para Jaan e Gwen estarem no planeta não é totalmente honesto, Gwen foi enviada para estudar o meio-ambiente único de Worlon e coletar os dados do planeta moribundo, enquanto Jaan está lá, sozinho com seu theyn, para fazer frente aos Braiths.
Braiths são o grupo que se opõe às ideias de Jaan e os novos costumes que tem surgido em Kavalan. Eles acreditam em demônios e outras lendas. Entre essas lendas estão os meios-homens, seres que assumem a forma humana e adentram aos grupos para matar depois de conquistar a confiança, motivo pelo qual os kavalarianos andam sempre em duplas. Os meio-homens são considerado como sendo qualquer um que não seja de Kavalan e tenha um Theyn… ou seja, todos os remanecentes do festival.
Você deve estar achando tudo isso meio louco, certo? Tente imaginar que Martin fez um ótimo trabalho retratando a confusão que os outros homens provocaram em Dirk, no esforço que ele precisou fazer para entender uma cultura tão diferente. Ainda assim, Dirk continua apaixonado por Gwen, mas o que ele pode fazer para romper os laços que a une ao grupo? O que um homem sozinho pode fazer contra os caçadores de humanos? Essas são questões que somente lendo se pode ter as respostas.
Agora, entrando um pouco em Crônicas de Gelo e Fogo, claro que eu vou fazer isso, existem alguns personagens que são muito parecidos com os personagens da saga épica de Martin. Eu vou dar dois exemplos, pois eu posso estar errado e eu quero compartilhar isso com vocês.
Gwen pode ser comparada com Liana Stark, garota obstinada que deixou tudo para viver um amor. E Jaan com Rhaegar, um estudioso que mais tarde se torna uma exímio guerreiro. Rá! Despertei sua curiosidade. Talvez depois que você tenha lido “A Morte da Luz”, você consiga entender o meu ponto.


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