No último sábado rolou o GMB, Game Music Brasil, evento dentro de outro gigantesco, o Brasil Game Show, no Centro de Convenções Sul-América no Rio de Janeiro e eu e meu noivo Jorge André estivemos lá conferindo tudo!
O GMB, ou Game Music Brasil surge como o primeiro Festival de Game Music do país para premiar em três categorias as melhores trilhas, melhores games independentes e melhor banda no segmento!
Abrindo com mais de uma hora de atraso as portas que davam acesso a área restrita dentro do Brasil Game Show, o público se surprendeu com a grandeza do espaço e do palco. A localização do público era bem distribuida e nós, da imprensa, tinhamos acesso exclusivo para entrar na área de convidados e vips do evento. Assim que adentramos o local logo recebemos camisas do GMB. Aliás, devo abrir parêntesis para dizer o quão fomos bem tratados pela equipe extremamente bem preparada pelo staff tanto do GMB quanto do BGS! Foi surpreendente como a equipe estava bem preparada, fornecendo informações e extremamente solícita a, vamos falar de uma maneira mais light: desenrolar tudo!
Muita gente se pendurava nas grades para chegar mais perto da área vip e alguns ajustes ainda eram feitos quando surgiu ao palco a mestra de cerimônias do evento que, muito educada, soube lidar com a platéia eufórica.
Após a apresentação de início, foi exibido um video sobre a importância das músicas nos games com depoimentos de Dado Vila-Lobos – ex-Legião Urbana, Tico Santa Cruz - vocalista do Detonautas Roque Clube e que foi ovacionado pelo público e Gilberto Gil que, devo ressaltar, mesmo sendo ex-Ministro da Cultura, infelizmente um ícone da MPB, foi vaiado por grande parte dos espectadores.
Em seguida foi chamado ao palco para receber um troféu pelo seu grande papel na game music, o astro do gênero, Tommy Talarico.
Sempre animado e extrovertido, simpático e único, Talarico fez questão de puxar o celular do bolso e tirar uma foto panorâmica de todo o público. Brincou dizendo que postaria na página do Video Games Live do Facebook - será que ele vai postar? E convidou todos para estarem na apresentação do dia seguinte. Como sempre ressaltou o Brasil ser seu lugar favorito de se apresentar, com uma platéia tão calorosoa que vibra tanto com o concerto anual.
E quando todos ansiavam pela próxima atração, surgia no palco o polêmico PC Siqueira! Creio que de surpresa, pois eu não sabia de sua participação no evento.
“PC” foi o apresentador de todo o BMG. Com muito humor e descontração, subindo ao palco em meio a aplausos enquanto um grupo gritava ‘Felipe‘, ele se pôs ao seu lugar dando boa-noite e se apresentando como o vlogueiro Felipe Neto.
Arrancando risadas dos espectadores e sabendo animar o show, PC Siqueira reinou.
Porém, no mesmo palco que seria usado no dia seguinte para o Video Games Live, anual concerto de Tommy Talarico, quem imperou naquela noite foi Lucas Lima.
Pessoalmente eu conhecia muito pouco do artista e vi o que eu estava perdendo! Lucas Lima regeu a Orquestra Sinfônica Vila-Lobos com maestria.
De postura impecável mesmo com um visual despojado, o maestro usava uma blusa estampada com Link, de The Legend of Zelda, que quando teve seu tema executado arrancou suspiros e furor da platéia.
Em um medley de apenas 10 minutos mas aproveitados em sua essência, Lucas Lima e a orquestra deram um verdadeiro show! Iniciando com o clássico tema de Tetris, acompanhado pelo video preparado para acompanhar a sinfonia, passamos por Street Fighter – com direito a música inicial da Capcom, trazendo aplausos de todo o público no tema de Guile.
A cada música executada, o público ia a delírio. Logo em seguida, com os temas de Sonic, passando por The Legend of Zelda e encerrando com chave de ouro com um belíssimo medley de Super Mário com direito a sons da contagem de moedas que acompanhava o video executado ao vivo pela orquestra que executou um concerto que emocionou muitos.
E no meio do evento, PC Siqueira não hesitou e fez uma piada de duplo-sentido sobre a esposa de Lucas, Sandy. Foi quando Lucas sinalizou a cantora que, para a surpresa da celebridade da internet, estava na primeira fileira do público – bem perto de nós!
Em um clima muito divertido, o evento prosseguiu com as premiações de Melhor Game Indie, Melhor Composição de Trilha para Game e Melhor Banda de Games.
Com três titulos bastante diferentes, a categoria de Melhor Game Indie era disputada por um shooter, um RPG e um jogo em estilo plataforma. O vencedor foi Talbot’s Odyssey, o jogo de plataforma que possui gráficos lindos e, devo dizer, bastante fofinho. O segundo lugar foi para : Beatiful Escape: Dungeoneer. Esse bastante intrigante e chocante, atraiu muito minha atenção seguindo uma linha de terror. – Devo ressaltar que testei o jogo e me impressionei pela produção incrivel deste game. A soundtrack, os efeitos sonoros, tudo te capta muito para a essência de um jogo que é dificil acreditar ter sido feito no RPGMaker. Pessoalmente era meu favorito ao prêmio. – O terceiro lugar ficou com Reflexor Zero, um shooter de nave muito interessante, com vários niveis de dificuldades e fases diversas. Impressionante o nivel de dificuldade que ele assume depois de um tempo seus enigmas.
Na categoria de Melhor Composição de Trilha, os concorrentes tinham de compor uma trilha para o trailer de Critical Mass, um first-person produzido completamente no Brasil e que me chocou por eu, em momento algum, cogitar a nacionalidade do game. Não desmerecendo os jogos nacionais, fiquei impressionada que jogos tão profissionais estão sendo feitos aqui.
O vencedor, que subiu ao palco munido de uma guitarra e decidiu demonstrar sua música ao vivo foi ovacionado por todo o público que se impressionou com a qualidade musical e presença de palco impecáveis do artista, sem desmerecer o segundo e terceiro lugar que exibiram trilhas ótimas.
Já na competição de Melhor Banda, subiram ao palco 8 Bit Instrumental, que tocou um medley de Super Mario, Megadriver e Gameboys. Megadriver, já bem conhecida do público, foi aplaudida só de subir ao palco, mas dessa vez quem faturou foi Gameboys! Cada vencedor de cada categoria levava um troféu e um MacBook Pro.
O GMB agradou a praticamente todos que presenciaram as boas performances, garantindo espaço próprio e dando um gostinho de quero-mais! E que venha a edição 2012!
Devo abrir aspas para relatar algo pessoal que ocorreu no GMB!
Meu noivo Jorge André perdeu o celular dele, um Milestone 2! E ficamos desesperados a procura do aparelho, que não estava mais lá na área da imprensa – ele havia deixado sobre a cadeira – quando fomos busca-lo. Já estávamos dando ele por perdido e o Jorge estava arrasado, porque o seguro não cobria perda. E eis que um bom geek que estava entre nós o guardou e ligou para a casa do meu noivo na mesma madrugada, procurando qual pessoa poderia achar para avisar sobre o aparelho. Um muito obrigada a Cynthia Martins e seu amigo que levaram o android de volta ao meu noivo! E assim vemos como os geeks são honestos e tem bom coração!




















































