“Eu só queria ter um coração”
Com a frase acima, o Homem de Lata da obra O Mágico de Oz encantou gerações por querer algo tão simples… amar e sentir! Em Gigantes de Aço não é diferente, mas o Homem de Lata aqui não veste aço e sim uma pele humana de um pai negligente que vende o próprio filho para pagar as suas dívidas.
Charlie Kenton, interpretado por Hugh Jackman (Wolverine) é esse cara e não, eu não exagerei quando disse que ele vende o próprio filho. Mas é este homem de lata que não sabe o que é amar, que precisa achar a sua estrada de tijolos amarelos, na empolgação de um menino, seu filho, Max Kenton, quando descobre o gosto pela luta de boxe de robôs gigantes.
Ta legal, eu sei que o filme é velho, mas eu só vi ele agora e achei um sacrilégio não ter nenhum post sobre o filme no site. Gigantes de Aço, é um blend, uma mistura muito boa de O Mágico de Oz, Rocky e Falcão, o Campeão dos Campeões, cada jornada do herói está ali e cada sofrimento que o herói passa também.
Charlie Kenton, é um ex-boxeador, que parou de lutar o nobre esporte inglês, pelo mesmo ter sido proibido para os humanos, então ele começa a treinar robôs para as lutas de boxe robóticas, só que ele é um lixo, largou a mulher e o filho, quando este nem havia nascido ainda. Quando sua ex-esposa morre ele vai ao tribunal assinar o papel para abrir mão da guarda do pequeno Max e nem ao menos quer vê-lo e acima de tudo vende a guarda do menino por 100 mil doletas! Isso mesmo… O cara é um lixo! Só que a condição para vender o menino e não aparentar que ele estava largando mão, foi que o menino passaria o verão com ele e depois seria entregue a sua cunhada.
Bom, mas é óbvio que as coisas dão ligeiramente erradas e ele se depara em uma relação de pai e filho que se estende para um robô xexelento de segunda geração.
Quem vai assistir ao filme, esperando ser mais um AI ou Eu, Robô, onde o robô desenvolve emoções humanas vai se decepcionar. Aqui, eles são apenas instrumentos para aproximar um pai de um filho. Mas que instrumentos emocionantes, ali, naquela lata velha, bate um coração muito forte, pois mesmo, não sentindo nada, ele consegue ensinar o que é o companheirismo e o acreditar um no outro.
Gigantes de Aço é um filme cheio de emoções clichês, não possui interpretações muito boas, mas vale pelas lutas robótica definitivamente, elas dão aquele gostinho de “puxa, quero saber mais sobre esse robô” ou “eu quero ver isso um dia”. Elas são realmente sensacionais e deveriam ser transportadas para as telinhas de um desenho animado!
Fica aí a minha recomendação para este filme que já chegou em DVD

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