E3, TGS, JAMMA… enfim, esses eventos internacionais de games que só conseguimos acompanhar por streaming ou notícias soltas sempre dão aquela dorzinha no coração do gamer que gostaria de estar lá acompanhando. Seja para curtir as conferências, jogar as novidades, comprar aquelas raridades ou apenas encontrar os amigos.
Depois de muito esperar, finalmente o Brasil ganhou sua vez de hospedar uma feira decente, nos moldes das estrangeiras e com muitas surpresas e novidades. Foi a Brasil Game Show, que aconteceu no Rio de Janeiro, do dia 05 ao dia 09 de outubro.
Lembrando que embora os dois primeiros dias fossem dedicados exclusivamente a palestras e conferências, no dia 07 o evento abriu ao público já com uma presença imensa. Devido a correria da vida deste que vos fala, dos três dias de conferência só pude estar presente no último. Portanto, minhas sinceras desculpas.
Gostaria também de dedicar este artigo a Michele Rommel, minha eterna companheira e esposa que, como eu, teve muita história pra contar destes 3 dias!
O Local
O Centro de Convenções SulAmérica fica numa boa localização, próximo ao centro do RJ, facilitando bem a locomoção do público. O lugar é imenso, e quando falo imenso, me refiro a algo bem maior do que estamos acostumados a ver quando vamos a esse tipo de evento. Três andares enormes postos a disposição da galera para praticamente tudo (quer dizer, o segundo andar era destinado a stands dos patrocinadores e área para imprensa. Então, a menos que você goste muito de negócios, você provavelmente irá junto da massa, que passa direto pro terceiro andar.
No térreo, temos a maior parte da feira, composta pelos stands, praça de alimentação e palcos. Tivemos Sony, Microsoft, EA, Level Up, Hazit Games, NC Games, além de algumas desenvolvedoras brasileiras e o enorme estande da Seven, maior escola de computação gráfica do Rio de Janeiro.
O Evento
Apesar da principal atração ser os jogos eletrônicos, haviam atrações também ligadas a tecnologia e uma delas foi uma pequena sala de Cinema 6D (que eu não entendo de onde vem tantos D’s) onde, além do filme 3D, ainda tinhamos os recursos de tato e olfato.
Mesmo com milhares de jogos disponíveis para teste, quem quisesse mesmo testar alguma coisa ficou um bom tempo esperando em filas imensas! O estande da Sony foi exemplo disso, pois já chamava atenção desde a entrada, estando praticamente “à porta” do evento.
Os jogos para Playstation Move e em 3D chamaram a maior parte
da atenção durante a feira, atraindo boa parte do pessoal ao estande da Sony para jogar Everybody Dance, Resistance 3, Sports Champions e Start the Party. Como dito anteriormente, quem queria testar Uncharted 3 e Street Fighter x Tekken esperaria um pouco mais por causa das filas gigantes para estas duas atrações do estande da Sony, que distribuiu straps e posteres a quem passasse por todos os jogos: ao terminar uma jogada em qualquer jogo de uma determinada baia do estande, o jogador recebia um cartão com um dos símbolos do Playstation (xis, círculo, quadrado, triângulo e o logo “PS”); em cada baia havia alguém distribuindo um cartão diferente, o que fazia com que as pessoas jogassem quase todos os jogos do estande para conseguir os cinco, requisito necessário para “desbloquear” o troféu:
O problema mesmo era quando algum dos símbolos, que periodicamente iam mudando de dono, caía exclusivamente na área dedicada ao multiplayer de Uncharted 3 ou as lutas de Street Fighter x Tekken.
Logo ao lado, estava o estande da Hazit Games, com uma estrutura muito boa e os seus já conhecidos jogos: Priston Tale, Freejack e Easta Online. Com máquinas sempre lotadas, a mesma tinha um dos melhores estandes, com várias atrações pra galera, ofuscando outras do mesmo ramo, como a Level Up, que estava escorada lá no cantinho. A Mentez, que já é mais focada em jogos para mídias sociais como o Facebook esteve presente e demonstrou extrema qualidade no jogo Club Vip, o principal chamariz para o seu pequeno porém interessante estande.
A Microsoft foi um show a parte, e foi a preferida dos estandes que trabalharam com jogos multiplataforma. Tivemos Forza Motorsport 4 e Gears of War 3, além de jogos para o Kinect, como o já conhecido Kinect Sports. Ma bbbbbbbbbgthgny, eu, por exemplo, não consegui jogar um minuto sequer no da Microsoft, enquanto que no da anterior, eu já conseguia.
Já a NC Games se concentrou em campeonatos e trouxe um título bem conhecido do povo brasileiro: Pro Evolution Soccer 2012. Em um telão de mais de 100 polegadas. Dispensa comentários, né? Mais ainda aqui, vemos vários títulos disponíveis para jogatina como Assassin’s Creed Brotherhood, Gears of War 3, Catherine, uma porção de 3DS disponíveis com vários jogos para testar (e que me deixou meio tonto em alguns dos títulos) e no “palco” do estande, nada mais nada menos do que Just Dance 3, que gerou filas gigantes.
Os estandes da Warner e da EA ficaram lado-a-lado, apresentando seus títulos mais recentes e disponibilizando ao público demos jogáveis de Batman Arkham City, Battlefield 3 e Lord of the Rings: War In The North, além, é claro, de Fifa 12, para competir com PES.
Mas sem sombra de dúvidas, quem roubou a cena, de todos os estandes, foi a Seven Computação Gráfica, com a maior área do evento: havia uma área com jogatina diversa, o Cinema 6D do qual falei mais cedo, uma cabine para fotos, além de um campeonato de Pump It Up e palco com diversas atrações, que iam de sorteios de consoles até a apresentação de Martin Leung (o pianista que toca com os olhos vendados), passando pelos irmãos Piologo (do site de humor Mundo Canibal). Pra quem não conhece, a Seven é a maior escola de computação gráfica do Rio de Janeiro e vem crescendo cada vez mais, pelo visto.
O Museu do Vídeogame
Situado no terceiro andar, uma viagem esperava os mais velhinhos da feira… e os mais novos descobriram como seus pais se divertiam! No museu do vídeogame, estavam em exposição alguns consoles que representavam as várias gerações que o videogame recebeu até hoje, como o Atari (aliás, este jogável em uma tela enorme de LED, o que chamou atenção de muitos pais que estavam achando o passeio um pouco monótono), Game Boy (todas as gerações), Super Nintendo, Odyssey, Sega Nomad, entre outros. Até o Bandai Playdia (totalmente desconhecido por muitos aqui) estava lá!
Nintendo 64 em edição especial Pokémon (a esquerda) e Bandai Playdia (a direita), que nunca viu a luz do dia por aqui!
Ao lado do “Museu”, havia a Zona Arcade, com fliperamas diversos, como Cruis’n World e The King of Fighters ‘98 e 2002. Nada que ninguém já tivesse visto.
As Lojas
Ainda no terceiro andar de um estabelecimento que parece não ter fim, temos os estandes de venda, para quem quer comprar aqueles acessórios geeks! Eu particularmente comprei poucas coisas, e minha noiva se extrapolou com… ah, coisas que mulheres acham bonitinhas.
A Winseats, empresa que
monta cockpits sobre medida para os jogadores, possuia vários jogos de corrida para um “test-drive”. Já a Oriental Eletro apostou no tema “Angry Birds”, munindo seu estande com acessórios diversos tematizados com os pássaros. A Tecno.key fez a loucura dos clientes quando colocou consoles como Game Boy Advance e até mesmo um Atari (!!!) à venda, além de caixas e mais caixas contendo cartuchos de Super NES, Game Boy e Nintendo 64 a preços abaixo de 50 reais. Também tinhamos muitas lojas com action figures variados, além de mais flipperamas e consoles para free play. Empresas independentes de desenvolvimento que não possuiam porte para expôr seus produtos no “salão nobre” da feira o fizeram aqui, junto aos estandes de venda. É o exemplo da Playernet, uma rede social voltada para gamers a qual fui apresentado gentilmente pelo expositor. Também é o caso de outras empresas indie que apresentaram jogos curiosos e excelentes em acabamento. Editoras como a Record e a Europa também marcaram presença e forneceram ótimos títulos, dentre eles o ótimo Assassin’s Creed: Renascença, que por causa da promoção do evento e graças a mulher que me acompanha e adora dar presentes, já se encontra na minha prateleira. ![]()
Yoshinori Ono
Pra quem não sabe, ele é o criador de Street Fighter III e Street Fighter IV, além de idealizar Street Fighter x Tekken e estar por trás da produção de Onimusha. Um cara interessante.
Ono deu uma palestra sobre a história de Street Fighter, algo bem raso, que serviu mais de demonstrativo para reforçar Street Fighter x Tekken do que para explicar mesmo a origem do fighting game mais famoso de todos os tempos. Antes da palestra, um vídeo simulando uma série de competições entre Ono e Harada no estilo “Fighting game” rendeu risos de quem estava ali. Desde o original Street Fighter de 1987 até Street Fighter IV, Ono agradeceu aos que compraram Street Fighter II, pois segundo ele, ajudaram-no a limentar a própria família, confessou que após Street Fighter III (provavelmente o 3rd Strike) a Capcom não se interessou mais pela produção de jogos de luta (e que apenas voltou atrás após o apelo dos fãs pelo mundo todo) e disse que a Capcom tem arrependimento de não ter patenteado o HUD de Street Fighter Zero/Alpha, já que é óbvio que a disposição das barras e o sistema em si virou praticamente um padrão para muitos jogos de luta nos anos seguintes ao mesmo.
Ao abordar Street Fighter x Tekken, Ono focou no sistema de jogo, mostrando que o mesmo terá tanto os ataques especiais de Street quanto os de Tekken, além de modos de luta um tanto quanto diferentes. Num dos modos, haverá a possibilidade de dois jogadores assumirem o mesmo lado do combate, contra a CPU ou contra outros dois jogadores, tanto pessoalmente quanto online. Sempre bem-humorado, Ono diz que o segundo jogador pode ser “aquela garota que você gosta”, e o tempo todo pede que as pessoas indiquem para ele “umas gatas” no RJ. Após a palestra, é divulgado mais algumas partes de três personagens do jogo que ainda não foram revelados. Ono então desceu para o primeiro andar, onde autografou posteres de Street Fighter x Tekken e tirou fotos com fãs. Incluindo eu, claro:
Falando em autógrafos e gente famosa dos games, preciso abrir um parêntese para dizer que os mais atentos foram capazes de observar gente ilustríssima andando no meio da galera, a lá Assassin’s Creed. Uma dessas pessoas, que felizmente não passou despercebido aos meus olhos foi ele:
SIM, Hector Sanchez (pra quem não sabe, Produtor de Mortal Kombat) estava lá, sossegado, andando pelo evento como quem não quer nada, até ser focalizado por mim e meus amigos, que prontamente pedimos fotos!
Conclusão
O evento, do meu ponto de vista, foi um extremo sucesso e levou muita boa impressão do mercado brasileiro para o exterior. A organização foi extremamente bem sucedida, como nunca vi igual em outros eventos do mesmo gênero por aqui. Não tenho absolutamente nenhum ponto negativo para comentar… E em 2012, o Brasil Game Show vai para São Paulo! Juntem a grana, porque vale a pena!
























































