Ganhamos de presente as últimas adaptações de Stephen King, a minisérie Saco de Ossos e o filme O Nevoeiro, sem contar as promessas de projetos ainda sem data de estreia como Under the Dome e Rose Madder. Uns bons, outros nem tanto, mas todos muito bem-vindos. Afinal, qual o fã de King que não gostaria de ver todas – ou a maior parte de – suas obras transportadas às telas dos cinemas?

Em agosto de 2011, boatos levavam a crer que o escritor Steve Kloves (responsável pela série Harry Potter) e o diretor David Yates (também responsável por parte de Harry Potter, de “A Ordem da Fênix” em diante) se reuniriam em um ambicioso projeto, a adaptação de uma densa obra literária: A Dança da Morte (originalmente The Stand), de Stephen King, uma história ao mesmo tempo pós-apocalíptica, horror sobrenatural e ficção científica, o que inspirou uma minissérie de seis horas no canal ABC, em 1994, e depois uma graphic novel pela Marvel Comics.

Quando a parceria não se concretizou, o estúdio decidiu se antecipar e apostar as fichas em Ben Affleck como potencial cineasta. Agora, temos a confirmação de que o ator/produtor/diretor vencedor do Oscar está de fato envolvido no projeto, junto à Warner Bros.

Originalmente publicado em 1978, o livro foi relançado em 1990 em uma edição extendida e revisada pelo próprio autor. Estruturado em três sessões em sequência cronológica, A Dança da Morte conta a história de um mundo pós-apocalíptico, atingido por um vírus mortal que dizimou a maior parte da população dos Estados Unidos durante a década de 1980 – ou seja, em um futuro próximo, considerando a época do lançamento.
O Capitão Viajante (Captain Trips)
Uma poderosa arma biológica, conhecida formalmente como Projeto Azul ou “Capitão Viajante”, acaba presumivelmente com grande parte da população do planeta. Apenas uma pequena parcela da população é resistente ao vírus, que é extremamente mortal. A primeira parte do romance abrange 19 dias e discorre sobre a quebra e destruição da sociedade em cenas bastante gráficas.
Na Fronteira (In The Border)
O romance prossegue, na parte dois, entrelaçando odisséias da travessia do país de um pequeno número de sobreviventes, incluindo uma estudante colegial grávida (Frances Goldsmith), um trabalhador de fábricas desempregado do Texas (Stuart Redman), um errante com ensino superior (Harold Lauder), um viajante surdo-mudo (Nick Andros), um músico pop insatisfeito (Larry Underwood), e um professor de sociologia pessimista (Glen Bateman). Eles se afogam juntos por seus sonhos compartilhados de uma mulher psíquica idosa que eles viam como um refúgio. Esta mulher, Abigail Freemantle (conhecida como ‘Mãe Abigail’), se torna a líder espiritual dessa turma de refugiados, que tentam reestabelecer uma sociedade democrática na cidade Boulder, do Colorado. Enquanto isso, outro grupo de sobreviventes incluindo um ladrão de bens públicos, um incendiário (Trashcan Man), e o ex-chefe do Departamento de Polícia de Santa Monica são impelidos a Las Vegas, Nevada, por outra entidade, um ser mau e sobrenatural conhecido como Randall Flagg, o “homem negro,” ou o “homem andante.” O comando de Flagg é tirânico e brutal, ainda que efetivo.
O Confronto (The Stand)
Na parte três, o palco final é montado quando os dois grupos tomam consciência de si, e cada um reconhece o outro como uma ameaça para sua sobrevivência, levando à resistência do bem contra o mal, envolvendo uma arma nuclear perdida. A coexistência entre as duas sociedades torna-se impossível após um ataque à sede do comitê da Zona Livre revelar-se manipulado indiretamente pelo próprio Flagg. Finalmente, os membros sobreviventes do comitê resolvem confrontar-se com Randall Flagg, dirigindo-se até Las Vegas, munidos apenas de sua própria fé.
Um livro dividido em três partes, hum? Pensaram o mesmo que eu?
Filmes que tenham potencial para se tornarem franquias são o maior vírus de Hollywood. Com os próximos Branca de Neve e o Caçador e World War Z, já estruturados como primeiras partes de futuras trilogias, não fique surpreso se a Warner Bros. for pelo mesmo caminho com A Dança da Morte, por motivos artísticos e financeiros.

O próprio King já manifestou uma saudável dose de ceticismo sobre a idéia de A Dança da Morte ser filmada em apenas um longa, assim como muitos fãs do romance. Então, até que tenhamos uma idéia melhor do que exatamente Affleck & Cia. tem em mente com o projeto, a melhor medida a se tomar é evitar tirar conclusões precipitadas sobre os potenciais resultados de seus esforços (sejam bons ou ruins).
>Ainda não há data de estreia, nenhum ator confirmado, nada. Apenas a promessa de mais uma fantástica obra de King transformada em filme.

Você acha que vai funcionar?











































