Uma coisa é certa, eu sou um grande fã dos trabalhos de J. J. Abrams, principalmente quando estamos falando em séries de TV, já que dos filmes que assinou a direção eu só gostei (e muito) de “Star Trek”, produções como “Missão Impossível 3” e “Super 8”, não me agradaram muito, mas quando falamos em seriados eu sou um dos maiores fás do trabalho do cara, primeiro por “Lost”, que é um das melhores séries já criadas (junto com “Friends”, é claro), depois pela genialidade de “Fringe”. Nunca vi a série “Alias” com olhar de interesse e “Felicity” não é da minha época, mas lembro de ter assistido vários episódios quando a série era reprisada.
J. J. Abrams, que já era muito famoso e conhecido por seu trabalho como produtor, diretor e roteirista de séries, ficou mais ainda quando “Lost” foi lançada criando um dos maiores mistérios da TV do século 21, o mistério de “Lost” foi tanto que até hoje ainda existem teorias que vão contra o final dado por Abrams e sua fantástica trupe. Assumo que gostei bastante de como a série acabou e ainda que chorei que nem um bebê no último episódio, enfim, isso não importa muito agora, pois vou falar sobre o que achei dos primeiros episódios da nova série do diretor.
Alcatraz (que – por mais incrível que pareça – estreou no Brasil com apenas uma semana de diferença dos EUA) é o novo trabalho para a TV de Abrams. A série fez sua estréia neste mês, até agora foi exibido três episódios, e já acumula enigmas. Não é como Fringe e não é como Lost, mas ao mesmo tempo tem elementos das presentes em seu enredo.
A trama das série gira em torno da investigação sobre um grupo de prisioneiros e guardas da prisão Alcatraz que desapareceram misteriosamente e estão simplesmente voltando nos dias atuais e, a cada uma dessas “voltas”, surge novos mistérios e casos para serem solucionados. Digam-me agora, o que vocês estão pensando sobre o enredo da série?! Sim, é quase um misto de Lost e Fringe, mas com a pitada de desaparecimentos de “The 4400” (lembram dessa?). Para solucionar esses casos o FBI conta com a ajuda da curiosa policial Rebecca Madsen (Sarah Jones) e do Dr. Diego Solo, que um é escritor (e nerd) conhecido mundialmente por seus contos sobre Alcatraz.
E não é só o mistério e o fato de Jorge Garcia estar no elenco principal que podemos comparar Alcatraz a Lost, como também a parte do “desconhecido” que aprendemos a conhecer com Fringe e a personagem principal, que é quase uma Olivia, mas com menos expressão, que podemos dizer que na trama de Alcatraz tem muito de Fringe, mas os detalhes contam muito.
É como se J. J. Abrams (e sua equipe fantástica – tudo bem, eu não canso de dizer isso) quisesse criar um mistério como o de Lost, mas com uma equipe tentando descobrir o que aconteceu com as pessoas desaparecidas, claro que em Lost havia uma equipe por fora da ilha “tentando” encontrar os desaparecidos (na verdade eles estavam tentando encontrar a ilha), mas mal sabíamos disso. O que eu quero dizer é que em “Alcatraz” temos uma personagem feminina forte, tentando descobrir o mistério sobre o desaparecimento de várias pessoas, que acabam voltando sem nenhuma explicação. Sem contar que J. J. Abrams está abusando de personagens femininas fortes em seus enredos e – a maioria delas – tem o mesmo estilo de vida, muito trabalho e pouca vida social (isso é só uma observação).
Mas o melhor de escrever sobre Alcatraz e levantar toda essa polêmica sobre os personagens e a trama da série serem “mais do mesmo” é dizer que eu realmente gostei dela. É ótima e consegue prender o espectador com os mistérios que são apresentados, é claro que um dia isso pode cansar (o que não aconteceu com Lost e que não está acontecendo com Fringe), mas estamos falando de uma nova série.
E você, que já assistiu a série Alcatraz, qual sua opinião?














































